TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DE ALGUNS MATERIAIS
Chiclete: 5 anos
Lata de aço: 10 anos
Vidro: Mais de 10.000 anos
Madeira: 06 meses
Papel: 03 meses a vários anos
Cigarro (Filtro): 03 meses a vários anos
Lata de alumínio: Mais de 1.000 anos
Restos orgânicos: 02 a 12 meses
*Este tempo pode variar de acordo com algumas condições ambientais.
A REGRA DOS TRÊS R´s
Reduzir: diminuir a quantidade de lixo residual que produzimos é essencial. Os consumidores devem adaptar hábitos de adquirir produtos que sejam reutilizáveis, como exemplo: guardanapos de pano, sacolas ecológicas para compras diárias, embalagens reutilizáveis para armazenar alimentos ao invés dos descartáveis.
Reutilizar: utilizar várias vezes a mesma embalagem, com pouco de imaginação e criatividade podemos aproveitar sobras de materiais para outras funcionalidades, exemplo: garrafas de plástico / vidro para armazenamento de líquidos e recipientes diversos para organizar os materiais de escritório.
Reciclar: transformar o resíduo antes útil em matérias-primas ou novos produtos é um benefício tanto para o aspecto ambiental como energético.
DICAS E CURIOSIDADES
O Brasil é campeão mundial na reciclagem de alumínio: mais de 1 milhão de latinhas por hora. No total, reaproveita-se 94% delas. Destas, 70% são recicladas em Pindamonhangaba, no leste paulista. O país também apresenta bons índices em relação ao papelão – 77% e às garrafas PET – 50%. No entanto, ainda recicla pouco, outros tipos de plásticos, latas de aço e caixas longa-vida, cujos índices não ultrapassam os 30%. No primeiro caso, a justificativa é que a maioria das pessoas não reconhece como plásticos as resinas mais maleáveis, como as das sacolas de supermercado. Por isso elas acabam no lixo comum. Já as latas de aço são poucas recicladas porque há resistência das pessoas em guarda-las no lixo de casa. Diz-sedelas que são “volumosas” e “difíceis de amassar”. A tecnologia para reciclar as caixas longa-vida, que permite separar as seis camadas que compõem a embalagem, é recentes e por enquanto, poucas pessoas a possuem no Brasil.
Os cincos municípios brasileiros onde a prefeitura faz chegar o serviço de coleta seletiva a 100% das residências são: Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (MG), Santo André (SP) e Santos (SP). Em Curitiba, por exemplo, a fórmula que deu certo inclui o uso de caminhões que recolhem apenas o lixo seco, sem nenhum resto orgânico. O resultado: o lixo fica mais limpo e acaba vendido por um preço mais alto às indústrias de reciclagem. Isso ajuda a tornar o sistema de coleta seletiva em Curitiba mais barato e viável que a maioria das cidades brasileiras.
Entre os países que mais reciclam estão os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda.
Metais e Papéis: O processo de reaproveitamento do alumínio, o metal mais reciclado, consiste na retirada de impurezas (como areia, terra e metais ferrosos), na remoção das tintas e vernizes e, por fim, na fundição do metal. Num forno especial, ele se torna líquido, para ser, então, laminado – o combustível queimado nesta etapa pode provir do gás gerado nas fases anteriores. São essas chapas que são transformadas em novas latas.
Papel: Assim que chega à indústria da reciclagem, é cortado em tiras e colocado num tanque de água quente, onde é mexido até que forme uma pasta de celulose. Na fase seguinte, drena-se água e retiram-se as impurezas. O preparado é, então, despejado sobre uma tela de arame. A água passa e restam as fibras. O material é seco e prensado por pesados cilindros a vapor e alisados por rolos de ferro. Está, então, pronto para enrolado em bobinas e ser papel de novo.
Plástico: A reciclagem pode ser feita de duas maneiras: com ou sem a separação das resinas. O primeiro processo é mais caro para os brasileiros, uma vez que requer equipamentos que não são fabricados no país. Os resultados desta técnica é a chamada madeira plástica, usada na fabricação de bancos de jardim, tábuas e sarrafos. O outro processo, mais comum, inicia-se pela separação dos plásticos conforme sua densidade. Depois, são triturados até virarem flocos do tamanho de um grão de milho. Já lavados e secos, os flocos são vendidos às fábricas que confeccionam artefatos de plástico.
Vidro: A primeira etapa do processo de reciclagem é separá-lo conforme a cor – o incolor é o de melhor qualidade. Em seguida, o material é lavado e ocorre a retirada de impurezas, como restos de metais e plásticos. Um triturador, então, transforma o vidro em cacos de tamanho homogêneo. Antes de serem fundidos, os pedaços são misturados com areia e pedra calcária. Sem que resfriem, recebem um jato de ar quente para tornarem-se mais resistentes. Estão, enfim, prontos para serem utilizados mais uma vez.
GUIA DE MATERIAS RECICLÁVEIS E NÃO RECICLÁVEIS
Plástico - Cor padrão - Vermelho:
Recicláveis: Tampas, potes de alimentos, PET, garrafas de água mineral, recipientes de limpeza, higiene, PVC, sacos plásticos, brinquedos, baldes.
Não recicláveis: Cabo de panela, tomadas, adesivos, espuma, teclados de computadores e acrílicos.
Papel - Cor padrão - Azul: Recicláveis: Folhas e aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, formulários, cartolinas, cartões, envelopes, rascunhos escritos, fotocópias, folhetos, impressos em geral, tetra pak.
Não Recicláveis: Adesivos, etiquetas, fita crepe, papel carbono, fotografias, papel toalha, papel higiênico, papéis engordurados, metalizados, parafinados, plastificados, papel de fax.
Metal - Cor padrão - Amarelo: Recicláveis: Latas de alumínio, latas de aço: óleo, sardinha, molho de tomate; ferragens, canos, esquadrias, arame.
Não Recicláveis: Clipes, grampos, esponja de aço, latas de tinta ou veneno, latas de combustível, pilhas e baterias.
